1 de junho de 2011

o 4º Tempo da Hospitalidade: HOSPEDAR

O 4º Tempo da Hospitalidade, o Hospedar, foi realizado individualmente, com o objetivo de falar a respeito de todos os outros tempos da hospitalidade observados em um mesmo local.
Nos dias 20, 21, 22 e 23 de maio de 2011 realizei uma viagem com destino à cidade de Caraguatatuba, localizada no litoral norte do Estado de São Paulo, com o intuito de realizar o meu 4º Desempenho de Compreensão, levando em consideração as orientações dadas nos desenvolvimentos e projetos anteriores.
 
O HOSPEDAR

Nesta viagem fiquei hospedada na casa de verão da minha tia, na companhia de outra tia, um amigo e meu namorado. A casa é simples, com uma sala ligada a cozinha, dois quarto, um banheiro e uma edícula constituída por um quarto, um banheiro e lavanderia e churrascaria externa. A casa fica localizada na Rua Itoe Yoshimoto, no bairro Getuba.
Luiz Camargo (2004) diz: “Proporcionar abrigo e segurança ao hóspede é um longo capítulo das diferentes dimensões da hospitalidade. Alguns temas emergem: a territorialização do hóspede, as normas da generosidade, o estético como estratégia de integração, o hóspede e a vida em família, a virtude da hospitalidade.” (Hospitalidade, p.58-59)
A hospitalidade ocorrida no local onde foi feito o pernoite tem como base a familiaridade com o ambiente e com quem hospeda. De acordo com o trecho acima, a territorialização do hóspede é essencial em uma hospedagem doméstica, pois não há nada como ser bem acolhido e bem integrado a vida em família que há na casa.
A hospedagem feita nesta minha viagem foi doméstica devido a casa pertencer a minha família e eu estar acompanhada por uma tia, mesmo que não seja a dona da casa.  O acolhimento da dona da casa se deu através do ato de ceder sua casa onde passa suas férias a mim e a quem mais fosse passar o fim de semana comigo
 Casa onde me hospedei
Fonte: Simone Tiemy Barçanelli

 Eu em frente a casa onde me hospedei. Fonte: Simone Tiemy Barçanelli

Hospedagem Publica
Caraguatatuba hospeda seus visitantes e turistas de modo com que as pessoas apreciem os locais oferecidos para lazer, alimentação, passeio e serviços oferecidos. É uma cidade que possui infraestrutura praiana, ou seja, com suas atividades principais relacionadas à praia, como banho de mar, pesca e alimentação com frutos do mar. Seu centro se localiza na parte mais baixa do território da cidade e é composto por lojas, restaurantes, bares dentre outros locais, que são mantidos pela cidade e seus moradores.
Maria Alzira diz em seu livro estão De Pessoas Em Turismo: Sustentabilidade, Qualidade e Comunicação “o acolhimento é a ação de quem recebe um estranho, promovendo sua integração à comunidade, tratando-o como membro legítimo, com direito a usufruir todas as benesses ainda que em caráter provisório”. Analisando este trecho percebemos que a função de quem recebe, neste caso, a cidade, é promover a integração e segurança do visitante. A cidade deve tratar a pessoa que está de passagem por ela como se fosse morador local, permitindo a utilização de todos os serviços públicos e privados que é possível oferecer as pessoas. Isso é notado nos atendimentos de saúde, alimentação e lazer, que pode ser usufruído por todas as pessoas que desejarem e/ou precisarem destes serviços.

O RECEBER
A recepção da cidade com os turistas vem através da implantação de placas por toda a cidade, centro e bairros. De acordo com Grinover:
“Há cidades que oferecem espontaneamente informações (são todos elementos gráficos visuais, falados e televisados) que permitem ao estrangeiro orientar-se imediatamente sem dificuldades; são aquelas cidades que, por isso mesmo, procuram se identificar e ser identificadas. É o que poderia ser chamado de hospitalidade ‘informada’, ‘oferecida’ pelas autoridades políticas e administrativas e também, de certa forma, pelos habitantes, fontes de conhecimentos para os estrangeiros.
Nas cidades, adequadamente identificadas, o estrangeiro sente-se acolhido, bem recebido, sabe aonde tem que ir, encontra o que procura sem perda de tempo, passeia descompromissado e pode se dedicar à contemplação sem risco de se perder. A informação, nesse caso, assemelha-se ao dom. Oferecer e receber informação é um mecanismo de hospitalidade: a noção de dádiva torna-se sinônimo de ‘imagem da cidade’, de ‘identidade’ e de qualidade urbana.” (GRINOVER, p.32, 2006)
Em Caraguatatuba há placas por todos os locais, desde o centro até os bairros. A recepção por parte destas informações faz com que os visitantes se sintam acolhidos e não se percam dentro da cidade. Desde a serra que dá acesso a cidade é possível ver placas colocadas pelo governo para a orientação do motorista. Ao entrar na cidade os visitantes são recebidos com uma placa e boas vindas e, ao sair, com uma de agradecimento.

 Placa Sejam Bem-Vindos
Fonte: Ismael Soares
Placa Boa Viagem
Fonte Ismael Soares

Placa de Orientação ao Turista. Fonte: Simone Tiemy Barçanelli
Já o receber na casa foi virtual se levarmos em consideração que a anfitriã não estava presente na viagem, mas que manteve contato por telefone para saber se estava tudo bem

 O ALIMENTAR

O alimentar também é doméstico e as refeições são preparadas por nos mesmos, desde a compra dos alimentos a preparação e limpeza da louça utilizada.
O Alimentar na cidade pode ser observado do principio que, por toda a cidade, existem restaurantes que variam entre tradicionais, típicos e fast foods, além de mercados, padarias, lanchonetes e feiras, em dias alternados da semana. Nas praia também há locais para alimentação, que são voltados principalmente para porções e bebidas, no geral alcoólicas.


O ENTRETER


 Teatro Mario Covas.
Fonte: Ismael Soares


 Estátua do Santo Antônio
Fonte: Leiko Yamaoka

 Museu Pólo Cultural
Fonte: Ismael Soares

 Praia da Cocanha. Fonte: Simone Tiemy Barçanelli
 

A cidade litorânea possui muitos atrativos, como o Teatro Mario Covas, a praça de eventos, o parque de diversão, o Central Shopping, o Museu Pólo Cultural Profª Adaly Coelho Passos e o Morro do Santo Antônio, além das praias como a Martin de Sá, Cocanha e Mococa.

 O Central Shopping não é muito grande como os de São Paulo, mas concentra um grande número de lojas com muita variedade. O Museu possui um belo jardim em frente e é muito apreciado pelos visitantes e moradores, pois sempre há uma exposição nova. Sobre o Morro do Santo Antônio podemos dizer que é um local realmente bonito, composto por uma grande estatua de Santo Antônio e uma pista de Asa-delta, da qual é possível ver toda a cidade.

As praias do centro são apreciadas principalmente pelos moradores da cidade. Saindo da região central, chegamos aos bairros altos de Caraguatatuba como o bairro Getuba, onde fiquei hospedada. Nos arredores deste bairro há mercados e lojas, além de muitas pousadas e hotéis. As praias próximas ao bairro são bonitas e bem cidades, além de muito apreciadas pelos turistas na alta temporada, que vai de dezembro a fevereiro, se estendendo nos dias de Carnaval. As praias são Massaguaçu, Cocanha, Mococa e Tabatinga.


Nenhum comentário:

Postar um comentário